A intensidade da vida nao desapareceu de você, apenas paraste de apreciar os momentos.

Foste bombardeado por inúmeros inputs de emoções e sensaçoes que lhe foram contadas, mesmo sem ter vivido metade delas . Calejado disso tudo, não há como o ser humano permitir que alguma emoção tome conta de si. Parafraseando o Barbosa Style, é a famosa vida MEIA BOMBA. Você teme demonstrar sentimentos clichê, mesmo sem ter vivenciado tais coisas.

Vejo muitas pessoas falando sobre vergonha alheia.  Agora ta na moda o jargão, principalmente entre as pessoas que não pensam no real significado termo. Tenho visto muito disso, ao cúmulo de já ter visto o termo  VERGONHA ALHEIA DE SI MESMO.  É a metavergonhagem. Existe um padrao tão definido do que se deve sentir vergonha que o termo sentir vergonha foi automaticamente substituído por  “vergonha alheia”. Resumindo, eu sinto vergonha ter pensado em sentir o que outros sentem.

Não estou falando em reinventar a roda emocional do mundo com este texto, estou apenas divagando sobre como o sentido das coisas se perdeu. Também detesto quando vejo famílias americanas e casais trocando “eu te amo” a cada 5 minutos de um seriado ou final de filme . Mas esta banalização não deve envergonhar você de falar um sincero “eu te amo”  para as pessoas que realmente são importantes para você.  Esta banalização não deve tirar o seu direito de sentir uma tristeza ao ver  algo triste, ou chorar quando vê algo comovente. Não deixe a intensidade da sua vida ser aguada por experiências que lhe foram artificialmente e exaustivamente passadas , como se você fosse obrigado a entender tudo o que se passou nessas situações fictíceas.

Vivemos um tratamento ludovico emocional. Como no filme do GÊNIO Stanley Kubrick, dia a dia vemos emoções genuínas do ser humano serem transmitidas tantas vezes para o nosso con/sub consciente que a reação automática é repelir qualquer coisa que surja de nossas almas. Tudo é corriqueiro, tudo  é  passageiro, tudo já foi visto. Somos obrigados a  ser alguém maior  que as emoções humanas, acima de falhas pessoais e, principalmente, acima das falhas alheias.

Venho de uma família que não comunica isso NUNCA. A primeira vez que eu olhei pros olhos dos meus pais e falei EU AMO VOCÊS  foi quando eu vim pra São Paulo e estava me despedindo no aeroporto. 26 anos.  A reação deles foi um abraço silencioso e apertado, demorado. Um olhar carinhoso que há tempos não via. Isso na despedida que eles sabiam de um filho que ia dar um passo além, morar num lugar deveras longe, viver uma vida DE ADULTO.  Se soubesse dessa reação teria falado isso antes, muitas vezes, mais vezes. Não só para os meus pais,  mas para todas as pessoas que fizeram parte significativamente na minha vida.

O que a vida mais vai te exigir é resiliência A coisa mais preciosa que podem retirar de você é a capacidade de se sensibilizar com a vida .. tente não perder nenhuma das duas coisas

Eu estou trabalhando nisso

bônus: voce toma esse ludovico a vida inteira, assistindo coisas que te emocionariam… mas não mais

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2 Comentários

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2 Respostas para “

  1. Ontem falei pra ralfa que estava com saudades de ti e seria bom te ter por aqui. Não sabia porque eu senti tanta saudade ontem, especificamente, mas acho que agora sei. Esse post foi a conversa-no-bar que devia ter acontecido :)

    <3 =*

  2. Caxias, a gente (fábio e vicky) te ama. E é real. Tava falando pra ele hj antes de ler teu post que vc é gente fina de mais e q gosto bastante de vc, q as vezes me dava vontade de te dar um abraço e apertar vc bem forte. Hehehe. Pena q estou em Barcelona, meio longe. Senão faríamos um montinho. ;D Beijão. Fica com Deus. E nao divaga muito, senao vc pira (como se ja nao fosse pirado hahaha). ;)

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